As zonas litorâneas foram evacuadas nas ilhas Marianas, assim como nas de Guam e no Havaí. A Colômbia constatou um aumento de 50 centímetros no nível do mar. No Equador, onde foi decretado estado de emergência, foi ordenada a evacuação das regiões ameaçadas.
O primeiro número oficial de vítimas divulgado pela polícia nacional falava em pelo menos 40 mortos e 39 desaparecidos, e 244 pessoas feridas. Mas começaram a subir rapidamente para mais de 1.000 mortos, provavelmente, segundo a agência de notícias Kyodo. A agência de notícias Jiji relatou que 200 a 300 corpos foram descobertos numa praia de Sendai, na prefeitura de Miyagi, nordeste. Também em Sendai, um navio com cerca de cem pessoas a bordo foi levado pelas águas, ignorando-se o destino dos seus ocupantes . Dois trens um deles de passageiros, com um número desconhecido de pessoas a bordo, também desapareceu na prefeitura de Miyagi após ter sido engolido por uma onda de dez metros, segundo a agência de notícias Kyodo, citando a polícia. Um segundo trem teria desaparecido na prefeitura (Estado) de Iwate (nordeste), anunciou a agência de notícias Jiji, sem precisar se se trataria de uma composição de passageiros ou de carga. O comboio de dois vagões circulava na prefeitura de Iwate quando a companhia JR East perdeu contato com ele, informou a Jiji.
O governo se prepara para "destruições consideráveis". Despachou imediatamente navios e soldados para participar das operações de socorro, assim como aviões para observar a situação no local. O governador da prefeitura vizinha de Fukushima ordenou agora à noite, hora local, a evacuação de 2.000 pessoas que moram num raio de 2 km em torno da central nuclear Fukushima No 1. O ministério da Indústria informou que os 11 reatores nucleares da região pararam automaticamente. Um começo de fogo foi observado no prédio onde fica a turbina da central nuclear de Onagawa situada em Miyagi. No entanto, não foi registrado nenhum vazamento radiativo nesta instalação nem nos outros sítios nucleares atingidos, segundo as autoridades.
Segundo a Agência Meteorológica nipônica, trata-se do mais forte sismo jamais registrado no Japão "Fomos sacudidos com tanta violência que foi preciso nos agarrarmos a alguma coisa para não cair", contou uma funcionária da municipalidade de Kurihara, a mais duramente tocada desta prefeitura.
"Não pudemos deixar o prédio porque os abalos se sucediam", disse ela por telefone à AFP.
Em Tóquio, a cerca de 380 km do epicentro, os arranha-céus, construídos sobre estruturas parassísmicas especiais, balançaram durante longos minutos. Um teto desabou num prédio do centro de Tóquio, onde 600 estudantes participavam de uma cerimônia de diplomação, fazendo numerosos feridos, segundo os bombeiros e a mídia local. Nos edifícios, os ascensores pararam automaticamente, enquanto milhões de pessoas corriam nas ruas. Dezenas de incêndios foram observados na capital, onde há muitos feridos.
bur-gca/sd

Tsumani atingiu o aeroporto de Sendai, no norte do Japão

Aviões e veículos ficaram submersos em Sendai, na província de Miyagi.
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